sábado, 12 de fevereiro de 2011

A Cidade Grande de Gente Pequena

Fico imaginando todos os dias como as pessoas são pequenas, pensam pequeno, tem atitudes pequenas. A vida, sempre celebrada pelas mais variadas pessoas, desde Tales, lembram de Mileto? Então, tão grande era sua inquietação com as coisas da vida que sempre existia uma interrogação em seu pesar. Por que depois de mais de dois mil anos, as pessoas não evoluiram em seu pensar? De certo que se naquela época ( de Tales) as preocupações e inquietações eram tão imensuráveis, por que muitos evoluiram então para um cérebro de ervilha ( do tamanho de uma)? E os ensinamentos e os questinamentos, será que estão dispostos sobre prateleiras fétidas e empoeiradas nas salas das universidades ainda? Dizemos sempre que neste período, dos filósofos gregos, o pensamento humano deu um salto extraórdinário, saiu do pensamento mitológico para pensamentos envoltos na razão e experiência. Mas o que ficou? Não estou dizendo aqui que as pessoas devam ter como livros de cabeceira A República, O Príncipe, Tristão e Isolda ou Eros e Psiquê, mas que as outras pessoas que de fato fazem o uso destas leituras, fuzessem releituras e deixassem as salas climatizadas e lançassem-se no mundo, no mundo dos leigos, dos incrédulos, para semear os ensinamentos renegados pela sociedade capitalista. Salvem Santo Agostinho!
O que quero com tudo isso? 
Quero que as pessoas deixem de se  incomodar com a vida dos outros...percebam que o mundo está aí, que a vida é cheia de maravilhas, que possamos nos ocupar com coisas significantes, que nos tornemos significantes e que não sejamos "tão vazios quanto uma lousa vazia antes de o professor entar em classe... ".