Esta semana lendo o blog de um conhecido, pude entender a pura verdade que de longe faz com que nossa cidade pareça uma pequena selva de concreto no meio de rios e floresta, do alto pra quem chega -os encantos desvelados por um brilho fosco de paredões de concreto, e pra quem do alto se despede (pela primeira vez) percebe o que de lá de baixo não se pode ver... [uma cidade que parece flutuar, cercada de rios e florestas tão grandiosos que faz da pequena cidade morena um ponto, talvez colocado pelas mãos do homem, exatamente naquele lugar]. E porque? não se sabe- chove demais, faz sou demais, têm carros demais e muito caos. Tem gente que não tem nada, mas tá prosa! Tem sombrinha, tem mangueira, cheiro de tacacá, de patchuli, cheiro de peixe e, gosto de açaí. Cartão postal do coração da Amazônia, que vislumbra e encanta, mesmo quem está apenas de passagem. Se você é de fora e pede pra alguém descrever a cidade em uma palavra com certeza será QUENTE! Mas se você pede pra alguém mais antigo descrever ele sem titubear lhe dirá: Já foi menos QUENTE! Mas se ´´e uma cidade cercada por rios e florestas, por que então é tão quente? Nem chuva, nem sol, o problema incide em algo que chamamos de umidade. Enfim, cheguei a conclusão que existem os rios e as florestas para justamente nos refugiarmos, nos refrescarmos. Essa é a sacada. E viva o Suco de cupú!
Loren City
domingo, 19 de agosto de 2012
sábado, 12 de fevereiro de 2011
A Cidade Grande de Gente Pequena
Fico imaginando todos os dias como as pessoas são pequenas, pensam pequeno, tem atitudes pequenas. A vida, sempre celebrada pelas mais variadas pessoas, desde Tales, lembram de Mileto? Então, tão grande era sua inquietação com as coisas da vida que sempre existia uma interrogação em seu pesar. Por que depois de mais de dois mil anos, as pessoas não evoluiram em seu pensar? De certo que se naquela época ( de Tales) as preocupações e inquietações eram tão imensuráveis, por que muitos evoluiram então para um cérebro de ervilha ( do tamanho de uma)? E os ensinamentos e os questinamentos, será que estão dispostos sobre prateleiras fétidas e empoeiradas nas salas das universidades ainda? Dizemos sempre que neste período, dos filósofos gregos, o pensamento humano deu um salto extraórdinário, saiu do pensamento mitológico para pensamentos envoltos na razão e experiência. Mas o que ficou? Não estou dizendo aqui que as pessoas devam ter como livros de cabeceira A República, O Príncipe, Tristão e Isolda ou Eros e Psiquê, mas que as outras pessoas que de fato fazem o uso destas leituras, fuzessem releituras e deixassem as salas climatizadas e lançassem-se no mundo, no mundo dos leigos, dos incrédulos, para semear os ensinamentos renegados pela sociedade capitalista. Salvem Santo Agostinho!O que quero com tudo isso?
Quero que as pessoas deixem de se incomodar com a vida dos outros...percebam que o mundo está aí, que a vida é cheia de maravilhas, que possamos nos ocupar com coisas significantes, que nos tornemos significantes e que não sejamos "tão vazios quanto uma lousa vazia antes de o professor entar em classe... ".
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